Maloclusões na primeira infância
*Dra. Maria
Cristina Ferreira de Camargo
**Dra.
Adriana Ferreira de Camargo Miori
2.1.1
– Região nasal
Na
face de um bebê, a região nasal é a
pedra fundamental da arquitetura facial. O equilíbrio
e o bom desenvolvimento das estruturas que circundam esta
região dependem dela. Se, por alguma razão,
a região nasal for malformada, os demais setores
serão afetados durante o crescimento, podendo ocorrer
uma displasia facial.
A
manutenção fisiológica das vias áreas
é de importância vital desde os primeiros dias
de vida, pois o estímulo da passagem do ar nas cavidades
nasais e paranasais provoca ampliação das
cavidades existentes, aumentando os espaços aéreos
nos ossos, conferindo volume à face.
Nas
narinas, interagem algumas forças elétricas,
a saber: o ar é repleto de íons o que estimula
as superfícies mediais e laterais de cada narina,
agindo sobre os plexos dos nervos e dos vasos sangüíneos.
Portanto, respiração nasal é estímulo
primário de crescimento dos espaços funcionais.
A região do terço médio da face vai
crescer, mesmo por isso, em função da respiração.
A respiração e o movimento muscular da sucção
(e, em outras fases, da atividade de sorver e de mastigar)
são fundamentais para a modelagem da face. Por isso,
cuidar da respiração e da sucção
é muito importante; pois, além de contribuir
para a saúde, ajuda a formar um rosto bem proporcionado.
A
respiração quando feita por via bucal constitui-se
num risco de maloclusão e pode ter graves conseqüências
para a face, provocando deformidades que, se não
corrigidas e remodeladas durante o crescimento, muitas vezes
são irreparáveis. A forma da respiração
influencia a postura da mandíbula, da língua,
dos lábios, do osso hióide, envolvendo também
a postura da cabeça e do pescoço. A respiração
bucal oferece pequena resistência à passagem
do ar, que chega aos pulmões por via mecânica
mais curta e mais fácil, reduzindo, assim, a atividade
dos músculos respiratórios, não provocando
excitação das terminações neurais
das fossas nasais e seus anexos.
A
persistência da respiração bucal durante
a infância conduz à perda de um importante
estímulo funcional que é essencial para o
treinamento dos músculos respiratórios durante
o crescimento. A função respiratória
alterada leva a atresias transversais da maxila, ocasionando
problemas na dentição decídua e erupção
dentária anômala na dentição
permanente. Convém aqui lembrar que certas situações
anatômicas e certos tipos de face – em geral
as estreitas e longas – podem levar à respiração
bucal.
Em
síntese, para concluir: certas formas anatômicas
podem levar à respiração bucal e a
respiração bucal pode levar a deformidades
faciais.
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**Professora
Doutora Responsável pela Disciplina de Clínica
Integrada Infantil da Faculdade de Odontologia da Uniararas
**Professora Assistente da Disciplina de Clínica
Integrada Infantil da Faculdade de odontologia da Uniararas |
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